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Razão de Estado: A Política Externa do 1 Governo George W. Bush (2001-2005) No Pós-11 De Setembro de 2001
Unformatted Document Text:  RAZÃO DE ESTADO: A POLÍTICA EXTERNA DO 1 O GOVERNO GEORGE W. BUSH (2001- 2005) NO PÓS-11 DE SETEMBRO DE 2001. Bianor Teodósio Neto O primeiro governo George W. Bush (2001-2005) diante dos atentados de 11 de setembro de 2001, adotou uma política externa de defesa contra o terrorismo para o Estado norte-americano está sendo baseada nos conceitos do Realismo e da Razão de Estado. A pesquisa demonstra que esses conceitos foram adotados através da ótica do partido Republicano e dos chamados falcões da política externa americana. Também discorre sobre as campanhas do Afeganistão e do Iraque e demonstra que a política externa do governo George W. Bush adota posturas unilaterais e quebram o paradigma anterior da multilateralidade adotada no governo democrata de Bill Clinton. É também abordada a realidade interna dos Estados Unidos, evidenciando que a realidade apresentada no plano internacional afetou o plano interno e que a justificativa para defesa do Estado abre precedentes para que direitos considerados inalienáveis sejam suprimidos. INTRODUÇÃO Com o advento dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos da América mudaram sua política externa no primeiro Governo George W. Bush (2001- 2005), tomando como referência os dois governos anteriores do democrata Bill Clinton (1993- 2001) e sua conseqüente política externa. No pós-11 de setembro de 2001, foram planejadas e executadas pelos Estados Unidos da América, ações tanto de prevenção quanto de ataque, no intuito de eliminar possíveis ameaças futuras, gerando as campanhas no Afeganistão (2001), e posteriormente, no Iraque (2003-2005) sugerindo-se algumas indagações em relação à validade de tais posturas e como elas influenciariam outros países, tanto alinhados com os Estados Unidos quanto aqueles que foram chamados de “Eixo do Mal”. 1 Surgiu, dessa forma, o seguinte questionamento: se de fato a atitude de definir um Eixo do Mal, bem como a justificativa para retaliações, não estariam inseridas no paradigma de uma Ordem Mundial histórica, que ficou conhecida por Razão de Estado, estabelecendo, assim, a conexão com a doutrina do Realismo, que sustenta toda a justificativa para o uso desta política externa em defesa de seus interesses. 1 Eixo do Mal: definido pelo governo George W. Bush, compreende países que para este governo defendem, criam, são negligentes ou subsidiam grupos terroristas. A lista de países componentes do Eixo do Mal compreende; Coréia do Norte, Cuba, Irã, Iraque (retirado da lista após a incursão e sua tomada por parte dos Estados Unidos da América), Sudão, Síria e Líbia (a Líbia foi retirada da lista de países alinhados ao Eixo do Mal no ano de 2006, após o seu Presidente Mouhamar Guadafi estabelecer conversações diplomáticas com a União Européia).

Authors: Teodósio Neto, Bianor.
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RAZÃO DE ESTADO: A POLÍTICA EXTERNA DO 1
O
 GOVERNO GEORGE W. BUSH (2001-
2005) NO PÓS-11 DE SETEMBRO DE 2001. 
 
Bianor Teodósio Neto 
O  primeiro  governo  George  W.  Bush  (2001-2005)  diante  dos  atentados  de  11  de 
setembro de 2001, adotou uma política externa de defesa contra o terrorismo para o Estado 
norte-americano está sendo baseada nos conceitos do Realismo e da Razão de Estado. A 
pesquisa  demonstra  que  esses  conceitos  foram  adotados  através  da  ótica  do  partido 
Republicano  e  dos  chamados  falcões  da  política  externa  americana.  Também  discorre 
sobre  as  campanhas  do  Afeganistão  e  do  Iraque  e  demonstra  que  a  política  externa  do 
governo  George  W.  Bush  adota  posturas  unilaterais  e  quebram  o  paradigma  anterior  da 
multilateralidade  adotada  no  governo  democrata  de  Bill  Clinton.  É  também  abordada  a 
realidade interna dos  Estados Unidos, evidenciando  que a realidade  apresentada no  plano 
internacional  afetou  o  plano  interno  e  que  a  justificativa  para  defesa  do  Estado  abre 
precedentes para que direitos considerados inalienáveis sejam suprimidos.  
 
INTRODUÇÃO 
 
Com  o  advento  dos  atentados  terroristas  de  11  de  setembro  de  2001,  os  Estados 
Unidos da América mudaram sua política externa no primeiro Governo George W. Bush (2001-
2005), tomando como referência os dois governos anteriores do democrata Bill Clinton (1993-
2001) e sua conseqüente política externa.   
No pós-11 de setembro de 2001, foram planejadas e executadas pelos Estados Unidos 
da  América,  ações  tanto  de  prevenção  quanto  de  ataque,  no  intuito  de  eliminar  possíveis 
ameaças  futuras,  gerando  as  campanhas  no  Afeganistão  (2001),  e  posteriormente,  no  Iraque 
(2003-2005) sugerindo-se algumas indagações em relação à validade de tais posturas e como 
elas influenciariam outros países, tanto alinhados com os Estados Unidos quanto aqueles que 
foram chamados de “Eixo do Mal”.
1
 
Surgiu, dessa forma, o seguinte questionamento: se de fato a atitude de definir um Eixo 
do Mal, bem como a justificativa para retaliações, não estariam inseridas no paradigma de uma 
Ordem  Mundial  histórica,  que  ficou  conhecida  por  Razão  de  Estado,  estabelecendo,  assim,  a 
conexão com a doutrina do Realismo, que sustenta toda a justificativa para o uso desta política 
externa em defesa de seus interesses. 
 
                                                 
1
 
Eixo 
do
  Mal:  definido  pelo  governo  George  W.  Bush,  compreende  países  que  para  este 
governo  defendem,  criam,  são  negligentes  ou  subsidiam  grupos  terroristas.  A  lista  de  países 
componentes do Eixo do Mal compreende; Coréia do Norte, Cuba, Irã, Iraque (retirado da lista 
após a incursão e  sua tomada  por parte dos Estados Unidos da América), Sudão, Síria e Líbia 
(a  Líbia  foi  retirada  da  lista  de  países  alinhados  ao  Eixo  do  Mal  no  ano  de  2006,  após  o  seu 
Presidente Mouhamar Guadafi estabelecer conversações diplomáticas com a União Européia).  
 


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